четверг, 19 ноября 2009 г.

Peça inspirada nos amores de Pedro e Inês em Moscovo

Pela segunda vez, depois da estreia ocorrida a 6 de Outubro, ‘Molokh Liubvi’ (Moloch do Amor), uma peça de teatro inspirada em episódios e mitos da História de Portugal, foi representada em Moscovo.

O drama em verso da poetisa Irina Makarova foi representado a 12 de Novembro no palco do Instituto de Literatura Gorki de Moscovo por um grupo de estudantes do mesmo instituto.

O primeiro acto do espectáculo relata o episódio trágico dos amores de Pedro e Inês de Castro. O segundo leva-nos ao séc. XVI, aos tempos do reinado de D. Sebastião. «A obra no seu conjunto realça a grandeza de ambos os monarcas», afirma o leitor do Instituto Camões em Moscovo, João Mendonça João.

Irina Makarova, poetisa e estudante do Instituto de Literatura Gorki, entrou em contacto com a História de Portugal aquando da tradução de uma obra de Lord Byron que efectuou a partir do inglês, o que a levou a seguir o itinerário biográfico e geográfico do autor inglês ate Portugal. Foi então que descobriu o famoso episódio do amor de Pedro pela sua amada e amante, que acabaria por tornar rainha para além do sepulcro.

A autora sublinha que «muitos são os casos de amantes de reis que foram assassinadas ao longo da história da Europa, mas poucas foram as que se tornaram heroínas nacionais.»

Moloch do AmorA peça é de alguma forma uma homenagem a D. Pedro. Com o intuito de aprofundar os seus conhecimentos, a autora esmiuçou as crónicas dos reis portugueses, e viajou por Portugal de Sagres a Braga, reconstituindo o itinerário das leituras das crónicas dos reis portugueses. Durante um ano, debruçou-se sobre a História das Cruzadas para se inteirar dos pormenores lexicais e de vestuário da época. Naturalmente chegou ao período histórico do reinado do rei D. Sebastião, cuja crónica estudou.

Ao retratar a ousadia e espírito aventureiro do jovem monarca, Irina Makarova refere que pretende «levar o leitor contemporâneo a pensar que uma grande figura histórica pode sê-lo não só pelos seus actos, como também pelas suas motivações.» Razão pela qual considera que «D. Sebastião foi absolvido pela história e por Deus.»

Para além desta peça, a poetisa é autora de um ciclo de poemas intitulado Fábulas Ibéricas, dedicado à paixão que cultiva desde então por Portugal.

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