вторник, 1 декабря 2009 г.

Futebol. Pseudo- ideologia vs. pseudo- país.

Desde que a selecção russa de futebol derrotou a da Holanda, uma das favoritas no Euro-2008 o interesse pelo futebol na Rússia aumentou significativamente, particularmente entre certos e determinados altos funcionarios têm tentado fazer do futebol uma ideologia de estado capaz de congregar o povo.


Deutados e senadores, jornalistas próximos do Kremlin não demoraram muito a perceber o que aconteceu e correram desde então para os campos para jogar futebol ganhando pontos políticos. Nas vésperas do jogo contra a Alemanha os médias russos falaram da importância universal do evento eminente enquanto as pessoas iam comprando o simbólico nacional, as gaitas, reservando os lugares nos sport-bares, provendo-se das entradas e cerveja, já predizendo quem iriam defrontar no seu respectivo grupo em África. Mas já depois de perder na Eslovênia há uma semana as mesmas pessoas começaram a lembrar-se das anedotas antigas dos nossos futebolistas.

Será possivel que o futebol pode ter-se transformado na ideia nacional de país? Na verdade não. Uma ideia autêntica nacional de Estado deve ser permanente. Mas o futebol, como cada jogo, não pode tem essa permanência. Pois subentende derrotas. Ou seja, tal princípio do futebol é semelhante ao dos impérios que se quebram quando acabam os triufos bélicos e começam as derrotas.
Mas a bem dizer esta atitude é válida só em relação aos países desenvolvidos ou àqueles em via de desenvovimento. Pois os estados mais débeis com um funcionamento simples, à imagem do desporto-rei, com regras simples que só requerem uma bola e umas pessoas, como uma ideia nacional, igualmente simples, que poderia congregar o povo.



A Rússia não é a Serra Leoa, a Guiné ou a Libéria. É um país de estrutura complexa. Por isso aqui o futebol pode ser só o apêndice da ideia nacional, mas não é a mesma. O facto de o futebol ter a possibilidade de se transformar na ideia nacional do país é revelador do seu desenvolvimento. Nem a Espanha, nem a Alemanha, nem a França, nem Portugal, nem a Italia, nem o Brasil, nem qualquer outro estado desenvolvido se baseia nessa ideia. Por isso queria que a Rússia nunca chegasse a ter tal pseudo- ideia nacional, ou seja, que não se tornasse nunca um pseudo- país com tal ideia.

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