четверг, 6 мая 2010 г.

Clube Judáico da MGIMO


Como é sabido, na época soviética, para os judeus o ingresso nas universidades estava condicionado, sendo que eram estabelecidas quotas que lhes limtavam o acesso ao ensino superior. Não lhes passava sequer pela cabeça a possibilidade de um dia entrarem na Universidade de Relações Internacionais- MGIMO, que era na altura a universidade dos filhos da chamada “Nomenclatura” soviética. Mas os tempos mudam, e vivemos numa Rússia que optou pelo caminho do desenvolvimento democrático.
Em março de 2008, lancei a ideia da criação de um clube capaz de reunir todos os judeus da MGIMO. No dia 14 de abril de 2008 aconteceu a primeira reunião. O clube foi baptizado “União dos Estudantes Israelitas” (Clube Judáico) da MGIMO.

A administração da universidade saudou de início a iniciativa, e apoiou-nos, juntamente com a Embaixada de Israel. Deitámos então mãos à obra, e já após apenas um ano de existência recebemos o galardão do “Clube Nacional mais activo da Universidade”, num leque de 25 clubes. Ao longo do segundo ano de existência levámos a cabo 20 eventos, nomeadamente conferências científicas, concertos e celebrações de festas tradicionais tais como “Rosh-ashana”, “Chanuka”, “Purim”, “Pesakh”. Convidámos para vários encontros personalidades da cultura, das ciências, dos negócios, jornalistas, figuras religiosas, tais como o Principal Rabino da Rússia Berl Lazar, o Presidente do Conselho de Rabinos da Europa e da Comunidade dos Países Independentes Pinkhas Goldchmidt, o Embaixador de Israel na Rússia Anna Azari, o Director do Instituto de Estudos do médio- oriente Evgueni Satanovskii, o artista emérito do povo Mark Razovskii, o apresentador de televisão Viatcheslav Flyakovskii, e Elena Hanga, entre outras personalidades, que também nos ajudaram a promover eventos na nossa universidade.

O último foi dedicado aos resultados da última guerra mundial, e organizado pela universidade em conjunto com a Embaixada de Israel na Rússia. Estamos neste momento a obrar para a realização do próximo encontro com Shimon Peres que irá realizar-se no dia 11 de maio.
Os objectivos do nosso clube são: a coesão dos judeus da MGIMO, divulgar a cultura judáica, o estudo de diferentes esferas sociais de Israel, e do povo judáico na MGIMO, e apoio aos estudantes na aprendizagem da língua hebráica.
A nossa organização está aberta a todos os que a queiram integrar, independentemente da religião e da nacionalidade. Dela fazem parte neste momento 90 membros oriundos de 11 países.
O Vice-Reitor para os quadros da universidade, Valeri Vorobiev declarou que “hoje em dia a as relações da administração da universidade com o clube judáico vão de vento em popa”, comparando-o com outras uniões nacionais da MGIMO.
Mas para mim não é o mais importante. Quando vejo judeus da MGIMO com vontade de saber mais, frequentando a sinagoga, respeitando os preceitos e tradições do nosso povo, quando vejo outros estudantes e professores da MGIMO interessados em conhecer melhor o povo judáico e Israel, mostrando um verdadeiro interesse pela nossa singularidade, fico satisfeito e chego à conclusão que todo este trabalho não foi em vão.


David Peleg, estudante do 3º ano de Relações Internacionais.

5 комментариев:

  1. Tenho uma dúvida. Um conhecido meu, não vou revelar o seu nome, professor de Matemática, foi recusado para o cargo na MGIMO. Explicaram-lhe directo que a razão da renúncia tinha sido o seu apelido judeu.
    O David não acha que a MGIMO destinga as atitudes conforme o facto ser público ou não?

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  2. Anna Safronova, a bem dizer, acho que nao.

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  3. A argumentacao nao e o forte de toda a gente, como ves, Ana. ))

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